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A doença e a cura do rei Ezequias

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 (Is. 38.1-21).

Introdução

Ezequias é reconhecido como um bom rei, um rei que confiou em Deus e obedeceu seus mandamentos, um rei que realizou profundas reformas religiosas em Judá, eliminando a idolatria e resgatando a adoração e o louvor a Deus. Mas, no apogeu de sua carreira ficou doente de uma enfermidade grave e mortal. Deus, então, utiliza-se de um profeta chamado Isaías para recomendar ao rei Ezequias que coloque em ordem a sua casa porque a doença que ele havia acometido o levaria a morte. O que podemos aprender dessa história?

UMA ATITUDE CORRETA DIANTE DE UMA MÁ NOTÍCIA

O que fez o rei Ezequias quando recebeu a má notícia de sua morte? A Bíblia diz que o rei chorou e abriu seu coração a Deus. Pelas suas palavras vemos que estava preparado para morrer, mas ele não se conformou em deixar este mundo na flor da idade, sem terminar aquilo que havia começado no seu reinado. Desesperadamente clama ao Senhor.

Esta experiência de Ezequias nos ensina algumas lições:

1 – A oração sempre deve ser o nosso primeiro recurso

2  Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao SENHOR.

Muitos, no lugar de Ezequias, reagiriam de maneira bem diferente. Certamente, alguns, tomados pelo desespero, se descontrolariam, enquanto que outros cairiam em profunda depressão, chorando incessantemente e haveria os que blasfemariam culpando a Deus pela situação. Provavelmente, alguns precipitariam ao suicídio, outros se culpariam acreditando estarem sofrendo algum castigo. Enfim, muitas outras reações que certamente difeririam da adotada pelo rei Ezequias. Só mesmo alguém tomado por uma profunda convicção poderia agir como ele agiu. Com o corpo debilitado e enfraquecido pela enfermidade, mas com o espírito forte, não conseguindo levantar-se do leito em que se encontrava, ali mesmo virou-se e com o rosto voltado para a parede e fez seu clamor através de uma oração ao seu Deus. Seu primeiro e único recurso foi a oração.

2 – Devemos chegar ao Senhor com sinceridade e objetividade

3  E disse: Lembra-te, SENHOR, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; …

A oração não é algo formal a ser usado para atrair a atenção dos homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados por Jesus. Eles estavam acostumados a orar formalmente varias vezes ao dia, segundo as leis herdadas de seus antepassados e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração onde quer que estivessem. Por isso, com freqüência eram obrigados a orar em público, e os judeus, admirados, sempre os surpreendiam em sua prática nas esquinas das ruas. A oração passou a ter para eles um caráter de mero ritualismo, sem consistência espiritual, onde o que contava era a exterioridade sofisticada de palavras vazias para receber o louvor humano.

Muitos se acham no direito de serem atendidos por Deus, mas Ele não atende uma oração se o coração que ora está fingindo, dividido entre a luz e as trevas, que vive no erro, no engano e na mentira, que não se humilha diante dele. Ezequias, mesmo sendo rei, se humilhou diante de Deus e a sua oração que apresentou a Deus foi ouvida e recebida.

4 – Diante da dor não devemos nos calar, mas apresentá-la ao Senhor.

3  … e chorou muitíssimo.

Chorar não é sinal de fraqueza. Abater-se não é sinal de derrota. Apresentar sua queixa ao Senhor não é sinal de rebeldia. Podemos chorar sim. Vamos nos abater muitas vezes sim e devemos apresentar ao Senhor nossa dor. Jó fez isso! Ele falou muitas vezes para o Senhor: Está doendo. Estou sofrendo. Não há espaço mais para dor. Não há mais lágrimas para derramar, acabou, secou a fonte. Isso não é rebelar-se contra Deus, mas é ser sincero diante dele.

 

CONCLUSÃO:

Talvez, como Ezequias, esteja enfrentando o drama de uma doença séria, grave, que se estabeleceu em seu corpo e tem gastado seu tempo e seus recursos, mas não tem tido o retorno que esperava. Talvez, esteja vivendo o drama de um casamento machucado, cheio de incompreensão, enquanto esperava mais presença, mais companhia, mais compreensão, mais carinho, mais amor. Talvez, esteja passando por noites muito longas buscando respostas, explicações, mas a única resposta é o barulho da tempestade que assolou sua vida. Deus pode reverter este quadro. Descanse nele e se você se sente oprimido por alguma coisa, ou por alguém, levante os seus olhos para o alto, coloque o joelho no chão, e clame Àquele que pode te dar saúde, descanso, alívio e paz.

Que o eterno DEUS, ouça sua oração, em nome de Jesus.

A cura de Naamã

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TEXTO: II Rs. 5:1-19

Quase 3.000 anos atrás, a nação de Israel sofria com a opressão do povo da Síria. Uma menina hebreia foi levada para ser escrava da mulher de Naamã, comandante do exército da Síria. Mesmo nessa circunstância, a menina mostrou bondade e se compadeceu de Naamã, que sofria da doença de lepra. Ela falou sobre Eliseu, um profeta em Israel, e sugeriu que este homem teria condições de curar a lepra de Naamã.

Naamã aceitou a sugestão e foi para Israel. Por meio do rei de Israel, ele conseguiu contato com Eliseu e foi até a casa do profeta. Eliseu não ficou lisonjeado com a visita desse dignitário e nem atendeu o visitante pessoalmente. O profeta mandou um mensageiro para orientar o comandante. A instrução foi simples: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo” (2 Reis 5:10).

Naamã ficou indignado, porque a atitude do profeta não correspondeu às suas expectativas. Ele imaginou que Eliseu faria um ritual de cura pessoalmente, não que mandaria se mergulhar em um rio sujo! Ele até citou os nomes de rios melhores na sua própria terra. Ele foi embora bravo, mas os oficiais de Naamã conversaram com ele e o comandante mudou de ideia. Foi ao rio Jordão, mergulhou sete vezes e ficou completamente curado!

Naamã voltou e insistiu que Eliseu recebesse um presente em pagamento pela cura, mas o profeta recusou.

Vamos observar alguns pontos dessa história que nos ensinam lições importantes:

(1) Devemos vencer o mal com o bem.

A menina escrava mostrou bondade para as pessoas que a maltratavam. Ela mostrou exatamente a atitude que os apóstolos ensinaram no Novo Testamento (1 Pedro 3:9; Romanos 12:17-21).

(2) As instruções de Deus não precisam fazer sentido para nós.

Naamã tinha certas expectativas, mas foi decepcionado pela orientação que o profeta lhe deu. Não queria obedecer e, assim, quase perdeu a oportunidade de ser curado. Hoje, até muitos líderes religiosos passam os ensinamentos bíblicos pela peneira do raciocínio humano e recusam obedecer algumas instruções que o Senhor deixou. Consideremos um exemplo simples. Jesus e os apóstolos ensinaram a necessidade do batismo para receber a salvação, para alcançar o perdão dos pecados (Marcos 16:16; Atos 2:38). Muitos religiosos, incapazes de conciliar essas ordens com seu entendimento da graça de Deus, descartam o batismo ou o tratam como um símbolo bonito, mas desnecessário.

(3) O servo fiel ao Senhor não vê sua obra como fonte de lucro.

Eliseu recusou usar seus dons para adquirir riquezas. É triste observar quantos pastores da nossa época fazem exatamente o oposto. Por seus constantes apelos financeiros, praticamente vendem as supostas bênçãos. Paulo avisou sobre homens que “não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Romanos 16:18).

A verdade é que Jesus cura toda e qualquer enfermidade, só não sabemos como Ele vai curar, ou de que forma vem a cura, mais o que importa é que ela venha.

CRÊIA.

Em algum lugar do passado

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No século passado ainda não havia celular e o moleque irrequieto usava o Salmos e Hinos para se distrair durante as pregações. Chamava-lhe a atenção a quantidade de menções a uma certa Sarah Poulton Kalley. “Essa mulher parece ter produzido a maior parte do hinário”, pensava.

Anos depois, o adolescente tornou-se organista da igreja e a intimidade com a música sacra aumentou ainda mais. Leitor ávido, devorava tudo o que havia disponível sobre o tema. Fez alguns cursos e passou a reger o coral da igreja. Tinha prazer especial em fazer o convite-trocadilho: “Quem quer entrar no coro?”.

Do jazz ao rock, passei por diversos estilos musicais, porém os hinos continuam ocupando lugar especial no coração. O lançamento de Contando e Cantando, volumes 1 e 2 facilitou a tarefa de quem busca conhecer as histórias altamente inspirativas que se escondem em cada composição. Não são obra para ser lidas, mas degustadas. A cada relato, a leitura da poesia adquire novo significado. Cantarolar baixinho aquece a fé e lágrimas de gratidão tornam o momento singular.

Descansa, ó alma: eis o Senhor ao lado
Paciente leva, e sem queixar-te, a cruz
Deixa o Senhor tomar de ti cuidado
Ele não muda, o teu fiel Jesus!
Prossegue, ó alma: o Amigo celestial
Protegerá teus passos no espinhal

Por um delicioso capricho semântico, a palavra “hino” converteu-se recentemente em adjetivo: “minha mãe é um hino.” Em seu uso mais significativo: “aquela música é um hino”.

É surpreendente que as redes sociais tenham ressignificado um termo que nos é tão caro. Dizem que para conhecer a crença de um povo basta observar o que canta. No caso da fé protestante, nossa história foi entretecida como numa partitura na qual até as pausas têm significado.

Que as páginas dessa afinada dupla de livros renovem e eternizem nossa memória afetiva e musical. Preciosas s(er)ão as horas.

Extraído da: Ultimato Online / Opinião 

Texto: Sérgio Pavarini é jornalista, musicista e atua nas Redes Sociais.

Cinquenta Tons de Pornografia

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Cinquenta Tons de Pornografia

A pornografia tem sido tradicionalmente uma indústria que atende quase inteiramente aos homens. Sempre houve exceções, é claro, mas predominantemente eram homens que compravam revistas e vídeos numa era pré-digital e têm sido os homens que tornaram a pornografia uma indústria multibilionária na era da Internet. Se a indústria faz seu próprio caminho, está prestes a mudar.

Nós tendemos a crer que homens são especialmente inclinados à sedução da pornografia. Homens tendem a ser estimulados visualmente, homens tendem a se masturbar mais na adolescência — nós ouvimos as razões. Mas considere isto: E se a relação entre os homens e a pornografia está relacionada a um tipo muito específico de pornografia? E se as mulheres não foram atraídas para a pornografia, pelo menos em parte, porque a indústria simplesmente não tentou criar e comercializar pornografia que apela primariamente a elas? E se isso está prestes a mudar?

Mulheres, vocês precisam estar conscientes, pois os pornógrafos estão vindo atrás de vocês. Sim, vocês.

Há muito que pode ser dito a respeito da série de livros 50 Tons de Cinza; o que está além de contestação é que os livros — que estão atualmente em 65 milhões de cópias — chocaram o mundo da publicação revelando a existência de um mercado antes inexplorado. O segredo está revelado: há milhões de mulheres que lerão pornografia mesmo se elas tiverem pouco interesse em assistir a pornografia. Editores, tanto comuns quanto pornográficos, estão anotando. Estão estudando o fenômeno 50 tons para ver como eles podem duplicá-lo, ou pelo menos aproveitar-se de seu sucesso. Como qualquer indústria, eles têm pesquisas e grupos de concentração e estatísticas, e infinitas quantidades de dados que primeiro medem, e depois transformam o comportamento.

Um recente artigo na CNBC explica que a pornografia tradicional foi criada por homens, para homens. Esta pornografia tende a afastar qualquer coisa além do mais rudimentar enredo em favor da mais barulhenta exibição de fantasias extremas. É pura carnalidade e as mulheres tendem a não achar isso especialmente sedutor. De fato, muitas acham francamente repulsivo, especialmente se elas acham que seus maridos querem que elas reproduzam algumas daquelas coisas. Mas 50 tons e outros produtos recentes estão provando, para a surpresa de muitos, que as mulheres são, também, sexuais. Onde os pornógrafos pensavam que as mulheres simplesmente não estavam interessadas, agora veem que elas podem estar muito interessadas, mas isso exigirá um tipo diferente de produto. A indústria está se ramificando numa tentativa de tirar vantagem. Estão agora trabalhando duro para criar pornografia para mulheres.

Em contraste com a pornografia tão predominante hoje, essa nova pornografia tem uma estória, um enredo. O fundador e presidente de uma empresa diz: “Não vamos filmar posições hardcore ou os mais extremos elementos de filmes adultos. Isso é mais fazer amor do que [termo vulgar].” Ela se concentra em questões que possam repercutir entre as mulheres: apaixonar-se pela primeira vez, ou a fuga de um casamento que perdera seu brilho. É essencialmente comédia romântica, uma leve novela romântica, mas com o conteúdo sexual aumentado tanto em tempo quanto na explicitude. Afinal, o que é Cinquenta Tons de Cinza senão um romance com 60 ou 70 páginas de sexo gráfico e excêntrico? Uma roteirista e diretora desse tipo de filme foi citada na revista Slate dizendo: “Nós fizemos pesquisas demográficas suficientes para saber que uma grande porcentagem de mulheres que assistem nossos filmes não querem ver [atos sexuais vulgares e gráficos]. … Elas querem sexo conectado e muitas preliminares. Achamos que casais mais velhos gostam de assistir isso porque são da era antes da internet, e o que estamos oferecendo é muito mais manso e construído no momento ao invés de estar lá na sua cara.”

Os pornógrafos estão até criando mais filmes para casais. Isso é pornografia que pode unir as distâncias; um pouco manso demais para homens, e um pouco vigoroso demais para mulheres, mas é feito para ser experimentado juntos. É um meio de convidar os outros ao quarto do casal, mesmo que apenas virtualmente. Pode até mesmo servir como um portal, um meio de um homem apresentar a pornografia à sua esposa.

Em qualquer caso, quer a pornografia seja para homens, mulheres ou casais, o coração dela é o mesmo. Tudo se trata de fantasia, de imaginar-se em um contexto diferente com uma pessoa diferente fazendo coisas diferentes. É um homem imaginando uma mulher que se comporta como um homem, ou uma mulher imaginando um homem que se comporta como uma mulher.

Essa pornografia para mulheres já está disponível, e mais vem por aí. Muito mais. Essa indústria sabe o que atrai os homens e sabem exatamente como comercializar, exatamente onde colocar para fazê-los comprar. E agora estão vindo atrás das mulheres. Estão estudando as mulheres e aprendendo exatamente como comercializar e exatamente onde colocar para fazer com que você também compre. Se foram tão bem sucedidos com homens, deveríamos zombar e imaginar que eles não poderiam jamais ser bem sucedidos da mesma maneira com mulheres?

As mulheres podem imaginar-se olhando para esse tipo de pornografia entediadas, pensando que serão imunes a ela. Mas lembre-se, há muitos produtos que você usa hoje, muitos produtos que você não pude imaginar sua vida sem eles, que teriam gerado a mesma reação. Se dez anos atrás alguém tivesse descrito o Facebook para você, você teria rido alto. Muitas pessoas riram do iPhone e do automóvel também. Nós frequentemente não sabemos o que queremos ou precisamos até que essas mesmas coisas sejam comercializadas para nós. Elas são comercializadas habilidosamente e sutilmente em medida crescente.

Espero que a indústria seja menos bem sucedida em criar pornografia que atraia tão bem as mulheres e esteja tão facilmente disponível para elas. Espero que as mulheres sejam mais perspicazes que os homens quando se trata da sedução da pornografia e que elas estejam equipadas para resistir a ela com sucesso. Mas com toda a devastação que a pornografia trouxe aos homens, suas famílias, suas igrejas, por que Satanás não tentaria repetir seu golpe de mestre? Até agora, a sedução da pornografia tem sido primariamente sentida por homens mesmo enquanto muito da dor que ela causa tem sido descarregada sobre suas esposas. Amanhã podemos ter também muitos homens feridos, chorando pelo que eles descobriram e nunca teriam suspeitado a respeito das mulheres que amam.

Não há razão para temer, mas há toda razão para ficar atento. Há toda razão para ser humilde e duvidar de si mesmo. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Coríntios 10:12). Temos toda a razão para tornar isso um motivo de oração.

Publicado com autorização:

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Por: Tim Challies. © Website: challies.com. Traduzido com permissão. Fonte: 50 Shades of Porn.  Original: 50 Tons de Pornografia. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Equipe VE.

É pastor da igreja Grace Fellowship, em Toronto, no Canadá, editor do site de resenhas Discerning Reader e cofundador da Cruciform Press. Casado com Aileen e pai de três filhos, ele também é blogueiro, web designer e autor de várias obras.

 

 

ICB Jovem Acamp 19

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A ICB Jovem DF e Entorno está com as inscrições abertas para o acampamento 2019, que será no dias 19 e 20 de abril, no Núcleo Rural Alexandre Gusmão.

O valor é de R$ 100 por pessoa.

Abaixo você tem fotos do local.

Mais informações: 61 99582-5113 – Celieudes (Celi)

 

Cura da Alma

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Mateus 11:28-30

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Introdução:

Quem nunca ficou doente um dia, e precisou de cura? Se estamos doente, precisamos de cura, e para sermos curados precisamos buscar a cura.

E não ficamos doentes fisicamente apenas, ficamos doentes da alma, que sendo ainda pior, reflete no corpo.

As atitudes para a completa cura da alma são decisões práticas para uma mudança de vida.

  1. Decida ficar bem (sabendo que não será fácil). É preciso passar por estágios, até chegar lá. Não espere sentir para agir. Aja e o sentimento virá depois.
  2. Não sinta pena de si mesma. Auto-piedade é idolatria do eu, (eu sinto, eu acho, eu quero, eu preciso, eu sofro). Mc 8:34,35
  3. Entenda que não é a única pessoa ferida.Todos tem suas dores. 1 Pe 5:9
  4. Semeie para si mesmo(a), ajudando outras pessoas. Colherá o que semear. Siga a regra de Jesus: Faça aos outros o que quer que façam para ti. Mt 7:12
  5. Se responsabilize por seus atos e pare de dar desculpas(…mas…) Se fez algo errado, assuma e resolva, acabando com o problema desde a sua raiz.
  6. Encare a verdade sobre si mesma e confesse:”Tenho tido uma atitude fraca nisso..”
  7. Quando a coisa se tornar dolorosa ou difícil, resista firme no que é certo até passar.
  8. Perdoe e restitua os que te feriram e a si mesma dos erros passados.
  9. Pare de acusar e siga em frente. Culpar os outros NUNCA trará cura. Jogue esse fardo no fundo do mar!
  10. Peça ao Espírito Santo, o Auxiliador, para assumir o controle, pois só Ele pode curar sem deixar marcas.
  11. Perdoe, o perdão vai te livrar de muitos sofrimentos.

 

Quanto tempo vai levar para ter a alma curada?

Depende do quanto você irá cooperar.

  • Quando nos sentimos bem sobre nós mesmos, deixamos os outros se sentirem bem sobre si mesmos também. Nos tornamos livres e liberamos os outros.
  • Quando paramos de exigir demais de nós mesmos, deixamos de exigir demais dos outros.
  • Temos que crer no que Deus diz que somos e nada mais. Jr 1:4-7
  • Ninguém vai além daquilo que crê sobre si mesmo. Desejar apenas não nos ajuda, tomar atitudes, sim!
  • Lance sobre Jesus toda a vossa ansiedade, pois Ele tem cuidado de você. I Pe. 5:7.

 

Conclusão:

A maior dor não é a que nosso corpo físico(externo) senti, e sim, a que sentimos na alma(interior). É importante saber que Jesus levou todas as nossas enfermidades não apenas a física, mais também, e principalmente a da alma.

 

 

JESUS TE DÁ SAÚDE

A fé que cura

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Marcos 5: 25-34

E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue,
E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;
Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste.
Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.
E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.
E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?
E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?
E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera.
Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.
E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal.

 

Introdução

Todos nós precisamos de cura. Quando Jesus andou aqui na terra há 2000 anos atrás, as pessoas duvidaram da sua capacidade de “salvar”, mas ninguém duvidava do seu poder para curar. Hoje, parece que isso se inverteu. Os cristãos confiam que Jesus pode salvá-los do pecado e do inferno, mas muitos duvidam da sua capacidade de curar. A Bíblia diz que “Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13:8) Por isso, devemos crer que se Jesus curou no passado, Ele pode curar hoje!

A mulher que foi curada do fluxo de sangue é conhecida pelo seu exemplo de fé. Tudo era contrário a ela, mas persistiu e conseguiu alcançar seu objetivo de tocar em JESUS. O milagre aconteceu porque JESUS sentiu o toque dela (V.29) É maravilhoso saber que JESUS sente nossas vidas. Creia que JESUS está sentindo seu sofrimento junto contigo, para chorar com você e te devolver a alegria.

Você precisa de uma virada em sua vida?

Vamos aprender como esta mulher conseguiu vencer.

  • A grande multidão.

A primeira barreira que a mulher enfrentou foi uma grande multidão de pessoas que apertava sua vida. Não havia como alcançar JESUS sem passar por aquela Multidão. O caminho estava difícil muito apertado seria difícil, mas ela insistiu. Muitas pessoas vivem apertadas, oprimidas por muitas dificuldades e não conseguem visualizar a esperança.

 

  • O que você vem arrastando

A segunda dificuldade que a mulher enfrentou foi a si mesma, porque já estava fraca e provavelmente tinha que se arrastar no meio do povo. Por doze anos vinha sofrendo com aquela hemorragia. Quem está sangrando tem pressa. Mesmo se arrastando, a mulher fez três coisas:

OUVIU: Passou a andar na direção de Jesus, porque ouviu falar que Ele estava passando.

FALOU: Mesmo que muitas vezes já tivesse lamentando das dores, passou a declarar palavras de fé e esperança na cura;

AGIU: Sua atitude seria simples, mas poderosa. Bastaria um toque de fé para ser curada.

 

  • A hora da virada “ JESUS… virando-se”

O curso da multidão seguia até o momento que JESUS sentiu “que dele saíra poder” nesse momento JESUS se virou para o lado oposto da multidão em direção da mulher o caminho se abriu para ela passar e receber a cura de JESUS.

 

Conclusão:

A hora da virada em nossas vidas acontece quando nós conseguimos vencer as multidões e nos arrastamos até Jesus, a fé em JESUS muda tudo.

As dez estratégias de Satanás

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…para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios. (2 Coríntios 2.11)

Um dos fatos mais consternadores sobre a vida, é que todos os seres humanos têm um inimigo sobrenatural, cujo objetivo é usar a dor e o prazer para nos tornar cegos, estúpidos e miseráveis; e​ para sempre. A Bíblia o chama de “diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo . . . o acusador”(Apocalipse 12.9-10), “o seu príncipe [deste mundo]” (João 12.31), e “o deus deste século” (2 Coríntios 4.4).

Ele é nosso “adversário, [que] anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5.8). No entanto, estando numa escravidão mais terrível e inadvertida, todo o mundo segue voluntariamente “segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Efésios 2.2). Em seu nível de maior sucesso, seus súditos marcham inconscientemente para a destruição, e levam consigo tantos quanto podem.

O “bom combate” (1 Timóteo 1.18), sobre o qual escrevi sob o título “Awake and at War” [Desperto e em Guerra], inclui a resistência diária deste inimigo (1 Pedro 5.9; Tiago 4.7), a recusa diária de dar a Ele uma oportunidade (Efésios 4.27), e a oposição diária aos seus esquemas (Efésios 6.11).

Deus é soberano sobre Satanás. O diabo não tem mão livre neste mundo. Ele está preso por uma coleira, de forma que não pode fazer mais do que Deus permite. Com efeito, ele deve obter permissão, tal como no caso de Simão Pedro, em que Jesus revela: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo” (Lucas 22.31). E no caso de Jó: “Disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida.”(Jó 2.6).

Então, evidentemente, Deus vê o papel contínuo de Satanás como essencial para seus propósitos no mundo, uma vez que, se Deus quisesse, Satanás seria lançado no lago de fogo agora, ao invés de no final dos tempos. “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo . . . e ser[á] atormentad[o] de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.” (Apocalipse 20.10). Sua derrota completa é próxima e certa. Mas ainda não.

Servo Involuntário de Nossa Santificação

Deus tem intençāo de que parte de nossa preparação para o céu seja uma vida de combate com o inferno. Ele a chama de o “bom combate” (1 Timóteo 1.18) e uma “boa corrida” (1 Timóteo 6.12 – NTLH). É chamado de bom, não porque podemos ser mortos (o que poderá acontecer – Apocalipse 2:10), mas porque estes tiroteios refinam o ouro de nossa fé (1 Pedro 1.7), em vida e na morte.

Deus é o grande General nesta guerra. Ele nos deu o walkie-talkie da oração para pedir ajuda: “Tomai . . . a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; . . . orando em todo tempo”(Efésios 6.17-18).

Ele enxerga o que há por detrás das linhas inimigas e sabe exatamente as estratégias que serão usadas contra nós. Ele as escreveu em um manual de guerra “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós”. A razão pela qual não seremos superados é que “não lhe ignoramos os desígnios.” (2 Coríntios 2.11).

Cartilha sobre as Estratégias de Satanás

Se você precisa de uma atualização sobre o que esses “designíos” são, aqui está um resumo. Que Deus o faça um poderoso guerreiro! Que ele “adestr[e] [su]as mãos para a batalha e os dedos, para a guerra” (Salmo 144.1).

1. Satanás mente, e é o pai da mentira.

“Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8.44). Na primeira vez em que Satanás aparece na Bíblia em Gênesis 3, as primeiras palavras em seus lábios sāo de duvidar da verdade (“É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”). E as segundas palavras em seus lábios foram uma falsidade sutil (“É certo que não morrereis”). João diz que Satanás “jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade.” (João 8.44). Estamos lidando com a essência da falsidade e do engano.

2. Ele cega as mentes dos incrédulos.

“O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo” (2 Coríntios 4.4). Então ele não somente fala o que é falso. Ele esconde o que é verdadeiro. Ele nos impede de ver o tesouro do evangelho. Ele nos deixa ver fatos, até provas, mas não seu precioso valor.

3. Ele se mascara em fantasias de luz e justiça.

Em 2 Coríntios 11.13-15, Paulo diz que algumas pessoas estão se passando por apóstolos, as quais não o são. Ele explica assim: “o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça”.

Em outras palavras, Satanás tem servos que professam verdades suficientes para se juntarem à igreja e, de dentro ensinarem o que Paulo chama de “ensinos de demônios” (1 Timóteo 4.1). Jesus diz que eles serão como lobos disfarçados de ovelhas (Mateus 7.15). Atos 20.30 diz que eles não pouparão o rebanho, mas desviarão as pessoas para a destruição. Sem o dom de discernimento de Deus (Filipenses 1.9), nosso amor será reduzido a estupidez.

4. Satanás faz sinais e maravilhas.

Em 2 Tessalonicenses 2.9, os últimos dias são descritos assim: “Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira”. Alguns o traduzem “com falsos sinais e maravilhas”. Mas isso faz com que os sinais e maravilhas pareçam irreais. De fato, algumas pessoas dizem que Satanás só pode fazer falsos milagres. Eu duvido. E mesmo que seja verdade, o falso dele será bom o suficiente para parecer real para quase todos.

Uma razão pela qual eu duvido que Satanás pode apenas fingir seus milagres é que em Mateus 24.24 Jesus descreve os últimos dias assim: “surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” Não há indício de que esses “sinais e maravilhas” serão truques.

Que sua confiança seja fundamentada em algo muito mais profundo do que qualquer suposta incapacidade de Satanás de fazer sinais e maravilhas. Até sinais e maravilhas reais a serviço de afirmações anti-cristãs, não provam nada, mesmo quando são feitas “em nome de Jesus.” “Senhor, Senhor! Porventura, . . . em teu nome não fizemos muitos milagres?” Para o que Jesus responderá: “nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.”(Mateus 7.22-23). O problema não foi que os sinais e maravilhas não eram reais, mas que eram a serviço do pecado.

5. Satanás tenta as pessoas a pecar.

Foi isto que ele fez sem sucesso com Jesus no deserto; ele queria que Jesus abandonasse o caminho de sofrimento e obediência (Mateus 4.1-11). Foi o que ele fez com sucesso com Judas nas últimas horas da vida de Jesus (Lucas 22.3-6). E em 2 Coríntios 11.3, Paulo adverte todos os crentes contra isso: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.”

6. Satanás arranca a palavra de Deus dos corações das pessoas e sufoca a fé.

Jesus contou a parábola dos quatro solos em Marcos 4.1-9. Nela, a semente da palavra de Deus é semeada, e algumas caem no caminho e os pássaros rapidamente as tiram. Ele explica no versículo 15, “logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles.” Satanás arranca a palavra porque ele odeia a fé que a palavra produz (Romanos 10.17).

Paulo expressa sua preocupação com a fé dos tessalonicenses assim: “mandei indagar o estado da vossa fé, temendo que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso labor.” (1 Tessalonicenses 3.5). Paulo sabia que o desígnio de Satanás é de sufocar a fé das pessoas que ouviram a palavra de Deus.

7. Satanás causa algumas enfermidades e doenças.

Certa vez, Jesus curou uma mulher que estava encurvada e não conseguia endireitar-se. Quando alguns o criticaram por fazer isto no sábado, ele disse: “Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” (Lucas 13.16). Jesus viu a Satanás como aquele que havia causado esta doença.

Em Atos 10.38, Pedro descreveu a Jesus como “fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo.” Em outras palavras, o diabo muitas vezes oprime as pessoas com enfermidade. Este também é um dos seus desígnios.

Mas não cometa o erro de dizer que toda doença é obra do diabo. Certamente, mesmo quando um “espinho na carne” é o desígnio de Deus para a nossa santificação, também pode ser o “mensageiro de Satanás” (2 Coríntios 12.7). Mas há outros casos em que a doença é atribuída unicamente ao desígnio de Deus sem referência a Satanás: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” (João 9.3). Jesus não sente necessidade de colocar Satanás como o culpado em seus próprios desígnios misericordiosos.

8. Satanás é um assassino.

Jesus disse daqueles que estavam planejando matá-lo: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade” (João 8.44). João diz: “não [seja] segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão” (1 João 3.12). Jesus disse à irrepreensível igreja de Esmirna: “Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, . . . Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”(Apocalipse 2.10).

Para colocar isto em uma palavra, Satanás tem sede de sangue. Cristo veio ao mundo para que possamos ter vida e tê-la em abundância (João 10.10). Satanás vem para destruir a vida onde quer que possa e, no final, torná-la eternamente miserável.

9. Satanás luta contra os planos de missionários.

Paulo conta como seus planos missionários foram frustrados em 1 Tessalonicenses 2.17-18: “Ora, nós, irmãos . . . , com tanto mais empenho diligenciamos, com grande desejo, ir ver-vos pessoalmente. Por isso, quisemos ir até vós . . . ; contudo, Satanás nos barrou o caminho.” Satanás odeia o evangelismo e o discipulado, e lançará todos os obstáculos que puder no caminho dos missionários e das pessoas com um zelo pelo evangelismo.

10. Satanás acusa os cristãos diante de Deus.

Apocalipse 12.10 diz: “Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”. A derrota de Satanás é certa. Mas suas acusações não cessaram.

Tal como foi com Jó, é assim conosco. Satanás diz a Deus sobre nós: Eles não o amam de verdade; eles amam seus benefícios. “Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 1.11). A fé deles não é real. Satanás nos acusa diante de Deus, como ele fez com Jó. Mas é algo glorioso que os seguidores de Jesus tenham um advogado que “vive sempre para interceder por eles” (Hebreus 7.25).

Satanás Não Vencerá

Estes são alguns dos desígnios de Satanás. O caminho para a vitória nesse combate é nos apegarmos a Cristo que já desferiu o golpe decisivo.

  • 1 João 3.8: “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.”
  • Hebreus 2.14: “[E]le, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo.”
  • Colossenses 2.15: “e [Deus], despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. Em outras palavras, o golpe decisivo foi desferido no Calvário.
  • Marcos 3.27: “Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então lhe saqueará a casa.”
  • Apocalipse 20.10 diz que um dia o combate acabará: “O diabo . . . [será] lançado para dentro do lago de fogo e enxofre . . . e ser[á] atormentad[o] de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.” (Veja Mateus 8.29; 25.41)

Resista!

Tiago diz: “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós!” (Tiago 4.7). Como fazemos isso? Eis como eles fizeram isso, de acordo com Apocalipse 12.11: “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.” Eles abraçaram o triunfo de Cristo por seu sangue. Eles proclamaram esta verdade com fé. Eles não temeram a morte. E triunfaram.

O Novo Testamento destaca a oração como o acompanhamento permeador de todas as batalhas. “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica” (Efésios 6.17-18).

À medida que o fim desta era se aproxima, e Satanás se enfurece, Jesus nos chama para a oração em tempo de guerra: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lucas 21.36). Da mesma forma, Pedro faz um chamado urgente para as orações acerca do fim dos tempos: “Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1 Pedro 4.7).

Até mesmo Jesus lutou contra o diabo em nosso favor com a arma da oração. Ele disse a Pedro em Lucas 22.31-32: “Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça”. Portanto, Jesus ilustra para nós a oposição a uma ameaça satânica específica, com a oração.

E, é claro, Jesus nos instruiu a fazermos da oração uma arma diária para proteção em geral: “e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mateus 6.13). Isto é, livra-nos da tentação bem-sucedida do maligno. Você confronta os desígnios do diabo com um foco determinado no poder da oração?

Sem Zona Neutra

A questão não é se queremos estar nesta guerra. Todos estão nela. Ou somos derrotados pelo diabo e dessa maneira seguindo, como gado para o abate, “o príncipe da potestade do ar” (Efésios 2.2), ou estamos resistindo; “resisti-lhe firmes na fé” (1 Pedro 5.9).

Não existe zona neutra. Ou triunfamos “por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho”, ou seremos escravizado por Satanás. Portanto, “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus” (2 Timóteo 2.3), e “combate . . . o bom combate” (1 Timóteo 1.18). Ore sem cessar!

O Senhor Jesus não é menos guerreiro hoje do que nos dias passados. Então, incito-os novamente: Venham a ele como soldados dispostos do Príncipe da Paz e aprendam a dizer: “o Senhor . . . me adestra as mãos para a batalha” (Salmo 144.1).


Originalmente publicado em DesiringGod.org.

Traduzido por Rafael Salazar

John Piper é doutor em Teologia pela Universidade de Munique e fundador do desiringGod.org e chanceler no Bethlehem College & Seminary. Ele serviu por 33 anos como pastor principal da Bethlehem Baptist Church em Minneapolis, Minnesota. Piper é autor de diversos livros, incluindo Uma Glória Peculiar (Fiel) e Em busca de Deus (Shedd).

Por que Satanás odeia a família?

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Basta observar as propagandas contra o conceito tradicional de família nos anúncios espalhados pela cidade e as conversas com pessoas ao redor para confirmar que a família está sob ataque. A pornografia pela internet, a pressão dos ativistas homossexuais, a banalização do divórcio e a imoralidade geral, tudo atenta para a desconstrução da noção bíblica de família. De fato, “pela primeira vez na História, a civilização ocidental é confrontada com a necessidade de definir o significado dos termos ‘casamento’ e ‘família’”. Isso revela uma crise cultural sem precedentes.

Esse impasse moral possui fundamentos espirituais, pois “o mundo jaz no Maligno” (1Jo 5.19). A primeira investida de Satanás foi contra o primeiro casal e os efeitos daquela investida foram nocivos à família: a transferência de culpa entre os cônjuges (Gn 3.11-12), o primeiro fratricídio (Gn 4.8-10), o surgimento da poligamia (Gn 4.19), etc. A família realmente está sob ataque cultural e também espiritual, ou seja, o próprio Maligno quer destruí-la.

Por que Satanás odeia tanto a família? Certamente porque ela é importante. A família é fundamental para a criação e educação da próxima geração, mas não apenas por isso. Segundo as Escrituras, a família é fundamental para instruir e capacitar a pessoa para os diferentes aspectos da vida.

1. Ela é um centro de aprendizado teológico

Há vários aspectos da vida cristã sobre os quais Deus decidiu nos instruir usando a família. Essa é uma das metáforas mais utilizadas na Bíblia, pois há lições que só podem ser aprendidas mediante uma compreensão correta da família, conforme instituída por ele.

A. Deus a usa para nos ensinar sobre sua própria natureza

A relação entre os membros de uma família estabelece um vislumbre do relacionamento existente entre as Pessoas da Trindade. O convívio familiar deve refletir a natureza relacional de Deus. Por essa razão, o objetivo de Satanás é destruir qualquer relacionamento pacífico na família, pois assim ele criará confusão quanto à natureza relacional do próprio Deus.

B. Deus a usa para nos ensinar o evangelho

Quando Deus justifica alguém em Cristo, essa pessoa é adotada como seu filho. Dessa maneira, aprendemos que o relacionamento entre pais e filhos não é sem importância. Além do mais, a adoção acaba espelhando a misericórdia de Deus conosco. Assim, o evangelho da graça pode ser experimentado diariamente pelos filhos de Deus. Todavia, se Satanás destruir os relacionamentos entre pais e filhos, ele distorcerá a mensagem do evangelho para as pessoas.

C. Deus a usa para nos ensinar sobre a Igreja

Pedro chama a igreja de a “casa de Deus” (1Pe 4.17) e Paulo diz que os crentes são a “família de Deus” (Ef 2.19; 3.15). Desde que os cristãos são unidos sob a paternidade do Pai pela adoção em Cristo, eles constituem a família de Deus e devem se relacionar como “irmãos” e “irmãs” em Cristo. Assim, a vida familiar ajuda a compreender o tipo de comunidade a ser desenvolvido na igreja. Por essa razão o Inimigo procura destruir a família, pois isso acabará distorcendo nossa compreensão sobre a igreja.

Desse modo, para se compreender a virtude relacional de Deus, o seu evangelho e a sua igreja, é necessário primeiro compreender a natureza da família. Quando um cônjuge abandona o outro, quando pais e filhos não se relacionam bem, quando se defende um conceito “diferente” de família com dois pais, duas mães, ou sem a fidelidade exigida no relacionamento, etc., a metáfora é distorcida. Sempre que isso ocorre, Satanás consegue destruir o centro de instrução teológica no lar.

2. A família e a capacitação para o serviço ao próximo

A família não é atacada apenas pelo que ela representa, mas também pelo que ela produz. De fato, Deus a estabeleceu para ser um centro de capacitação tanto na igreja quanto no mundo, pois ali se aprende a servir o próximo.

A. A família e o serviço na igreja

Ao discorrer sobre os relacionamentos corretos na igreja, Paulo ensina que os homens idosos devem ser tratados como pais, os moços como irmãos, as mulheres idosas como mães e as moças como irmãs (1Tm 5.1-2). Na verdade, ele indica que devemos olhar para a família a fim de nos relacionarmos no contexto eclesiástico. Naquela mesma carta, Paulo estabelece que uma das maneiras de identificar pessoas qualificadas para o presbiterato é considerar se eles governam bem a própria casa (1Tm 3.4-5). Assim, a família serve como padrão para relacionamentos na igreja e modelo para liderança eclesiástica. A vida e o serviço a ser desempenhado na igreja podem ser aprendidos no contexto familiar. Se o Maligno consegue desconstruir esse padrão, as implicações para a vida comunitária na igreja são catastróficas.

B. A família e o serviço na sociedade

A família presta significante contribuição também à sociedade. Ela não é somente a célula da comunidade, mas também o centro que capacita pessoas para o serviço ao próximo. Além do mais, ela serve igualmente a sociedade quando representa corretamente o seu papel ilustrar as verdades profundas do evangelho. Nesse sentido, temas como paternidade, adoção, relacionamento fraternal, harmonia relacional, etc., são encontrados no contexto da família instituída por Deus. Esses “indicadores do evangelho” acabam servindo de parâmetro para que as pessoas não cristãs compreendam as promessas evangélicas. Por isso, quando noções corretas desses temas são distorcidas, os indicadores do evangelho são corrompidos e até perdidos.

Consequentemente, os ataques de Satanás à família não deveriam nos surpreender. Se puder destruir o padrão bíblico de família ele distorce não apenas uma metáfora de ensino, mas um centro de capacitação e serviço que ministra tanto à igreja quanto ao mundo.

3. A família e a esperança escatológica

Por melhor que seja o relacionamento de uma família, seus membros sempre compreenderão que o bom não é perfeito! O amor e a alegria resultantes da harmonia entre os cônjuges, do relacionamento sadio entre pais e filhos e das atividades de serviço e apoio mútuos no contexto familiar ainda são marcados por falhas e imperfeições. Assim, as deficiências da família inspiram o anelo pelo momento em que as bênçãos do convívio familiar serão perfeitas. Somente na eternidade com Deus as pessoas poderão desfrutar plenamente a alegria do amor paternal, da intimidade e da harmonia que não cessará. De fato, os benefícios familiares experimentados na terra são apenas vislumbres da glória por vir.

Se Satanás desconstrói a família aqui na terra, ele consegue desconstruir a esperança de uma família perfeita e distorce o anelo pelo gozo celestial. Por isso ele é tão intenso em seu ataque à família.

Após essas considerações é possível compreender não apenas o propósito de Satanás contra a família, mas a própria importância dela nos planos de Deus. Por isso, a batalha pela fé entregue aos santos também inclui o cuidado e a proteção por famílias biblicamente alicerçadas.

Parte desse material foi adaptado de uma palestra sobre criação de filhos ministrada na Captol Hill Baptist Church, Washington, DC., em março 2016.

Publicado com autorização:

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Por: Valdeci Santos. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Original: Por que Satanás odeia a família?

Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul – Extensão de Goiânia (B.Th., 1988), mestre em Teologia Sistemática (Th.M, 1997) e doutorado em Estudos Interculturais pelo Reformed Theological Seminary (Ph.D., 2001). Em 2011 concluiu seus estudos pós doutorais em Aconselhamento Bíblico pela Christian Counseling Educational Foundation – CCEF. Atualmente é Secretário Geral de Apoio Pastoral da IPB e Vice-diretor do CPAJ.

O pecado nunca fará você feliz

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Cravadas em cada árvore do jardim de Deus estão as palavras, “se morrer, produz muito fruto” (João 12.24). Uma palavra está gravada na carne de todo cristão: “Morreste” (Colossenses 3.3). E a confissão sincera de todo crente é: “Estou crucificado com Cristo” (Gálatas 2.20).

Mas o que isso significa? Quem morreu quando eu me tornei cristão? Resposta: minha “carne” morreu. “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5.24). Mas o que “carne” significa? Não é a minha pele. Não é o meu corpo. O meu corpo pode ser um instrumento de justiça (Romanos 6.13). Não, não é o meu corpo.

Então, o que é? Vemos a resposta nos tipos de obras que a carne realiza. “As obras da carne” são coisas como idolatria, porfias, iras e invejas (Gálatas 5.19-21). São atitudes, não simplesmente atos imorais do corpo.

O Que é a Carne?

A passagem que chega mais perto de dar uma definição bíblica de “carne” é Romanos 8.7-8: “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8.7-8). A carne é o “velho eu” que era rebelde contra Deus. Na carne, eu era hostil e insubordinado. Eu odiava a ideia de admitir que eu estava doente com pecado. Eu desafiava a ideia de que a minha maior necessidade era que o Bom Médico me curasse. Na carne, eu me voltei para a minha própria sabedoria, não para a sabedoria de Deus. Então, nada do que eu fiz na carne era agradável a Deus, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). A carne não faz nada com fé.

Então, “a carne” é o “velho eu” – autoconfiante e sem fé. Isso é o que morreu quando Deus me salvou. Deus apertou as artérias do meu velho coração incrédulo de pedra. E quando ele morreu, ele me deu um novo coração (Ezequiel 36.26).

Qual é a diferença entre esse novo coração que vive e o velho que morreu? A resposta está em Gálatas 2.19-20: “Estou crucificado com Cristo… e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. O velho coração que morreu confiou em si mesmo; o novo coração depende de Cristo todos os dias.

Lute Contra o Pecado Confiando em Jesus

Como pessoas mortas lutam contra o pecado? Elas lutam contra o pecado confiando no Filho de Deus. Elas estão mortas para as mentiras de Satanás. Mentiras como essa: “Você será mais feliz se você confiar nas próprias ideias sobre como ser feliz em vez de confiar no conselho e nas promessas de Cristo”. Cristãos estão mortos para esse engano. Eles lutam contra Satanás confiando que os caminhos e as promessas de Cristo são melhores que os caminhos e as promessas de Satanás.

Essa maneira de lutar contra o pecado se chama “combate da fé” (1 Timóteo 6.12; 2 Timóteo 4.7). As vitórias dessa luta se chamam “obra da fé” (1 Tessaloniscenses 1.3; 2 Tessaloniscenses 1.11). Nessa guerra, os cristãos “são santificados pela fé” (Atos 26.18).

Então, vamos refletir sobre esse combate da fé. Não é como brincar de guerra com armas de brinquedo. A eternidade está em jogo. Romanos 8.13 é o verso chave: “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis”. Isso foi escrito para aqueles que professam a fé cristã, e o ponto central é que a nossa vida eterna depende de nossa luta contra o pecado. Não significa que, ao matar o pecado, nos tornamos merecedores da vida eterna. Não, é “pelo Espírito” que nós lutamos. A glória é dele, não nossa.

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Romanos 8.13 também não significa que lutamos ansiosos pela incerteza da vitória. Pelo contrário, mesmo enquanto lutamos, temos confiança de que “aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1.6). Romanos 8.13 também não significa que precisamos ser perfeitos agora em nossa vitória sobre o pecado. Paulo nega toda reivindicação de perfeição: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Filipenses 3.12).

O Combate que Deus Exige

A exigência em Romanos 8.13 não é a impecabilidade, mas o combate mortal contra o pecado. Isso é completamente essencial na vida cristã. Caso contrário, não teremos evidência de que a carne foi crucificada. E se a carne não foi crucificada, nós não pertencemos a Cristo (Gálatas 5.24). Nessa guerra, há muitas coisas em jogo. O resultado é o Céu ou o inferno.

De que maneira, então, os mortos podem “mortificar os feitos (pecaminosos) do corpo”? Nós já respondemos, “pela fé!” Mas o que exatamente isso significa? De que maneira é possível lutar contra o pecado pela fé?

Suponha que eu esteja sendo tentado à cobiça. Alguma imagem sexual surge no meu cérebro e me convida a buscá-la. A maneira que essa tentação se torna mais forte é me convencendo a acreditar que eu serei mais feliz se eu ceder. O poder de toda tentação é a perspectiva de que ela me fará mais feliz. Ninguém peca por um senso de dever quando o que ele realmente quer é fazer o certo.

Então, o que eu devo fazer? Alguns responderiam: “Sede santos, porque eu sou santo. “Lembre-se do mandamento de Deus para ser santo (1 Pedro 1.16) e exercite a sua vontade para obedecer porque ele é Deus!” Mas esse conselho falta algo crucial: a fé. Muitas pessoas que se esforçam para progredir moralmente não são capazes de dizer: “A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus” (Gálatas 2:20). Muitas pessoas tentam amar, mas não entendem que o que realmente conta é “a fé que atua pelo amor” (Gálatas 5:6). A luta contra a cobiça (ou contra a ganância, contra o medo ou qualquer outra tentação) é uma luta da fé. Caso contrário, o resultado é o legalismo.

Lutando contra o Pecado pelo Espírito

Quando a tentação à cobiça chega, Romanos 8.13 diz: “Se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis”. Pelo Espírito! O que isso significa? No meio de toda a armadura que Deus nos dá para lutar contra Satanás, somente uma peça é usada para matar: a espada. É chamada de “espada do Espírito” (Efésios 6.17). Então, quando Paulo diz para matar o pecado pelo Espírito, eu entendo que o sentido é: “Dependa do Espírito, especialmente da sua espada”.

O que é a espada do Espírito? É a Palavra de Deus (Efésios 6.17). É aí que entra a fé: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17). A Palavra de Deus atravessa a neblina de mentiras de Satanás e me mostra onde a verdadeira e duradoura felicidade pode ser encontrada. Então, a Palavra me ajuda a parar de confiar no pecado em potencial para me fazer feliz e me incentiva a confiar na promessa de Deus de alegria (Salmo 16.11).

Eu me pergunto quantos crentes hoje em dia tem consciência de que a fé não é meramente acreditar que Jesus morreu pelos nossos pecados. Fé é também a confiança de que o caminho dele é melhor do que o pecado. A vontade dele é mais sábia. A ajuda dele é mais segura. As promessas dele são mais preciosas. E a recompensa dele é mais gratificante. A fé começa olhando para a cruz do passado, mas vive olhando para as promessas de Deus para o futuro. Abraão “pela fé, se fortaleceu… estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera” (Romanos 4.20-21). “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hebreus 11.1).

Quando a fé prevalece em meu coração, então Cristo e suas promessas me satisfazem. Esse é o sentido do que Jesus disse: “O que crê em mim jamais terá sede” (João 6:35). Se a presença e as promessas de Cristo satisfazem a minha sede por alegria, por um sentido, por uma paixão, o pecado perde o seu poder. Não queremos aquele sanduíche de carne quando vemos o delicioso churrasco na grelha.

A Satisfação Mata o Pecado

O combate da fé é uma luta para estar satisfeito com Deus. “Pela fé, Moisés… recusou… os prazeres transitórios do pecado… porque contemplava o galardão” (Hebreus 11.24-26). A fé não se contenta com “prazeres transitórios”. Ela é faminta por alegria. E a Palavra de Deus diz, “na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Salmo 16.11). Assim, a fé não é desviada pelo pecado. Ela não desistirá tão facilmente em sua busca pela alegria máxima.

A função da Palavra de Deus é alimentar a fome que a fé tem de Deus. Assim, ela afasta meu coração do enganoso sabor da cobiça. Inicialmente, a cobiça tenta me enganar com a sensação de que eu deixarei de experimentar um determinado prazer se eu seguir o caminho da pureza. Então, eu pego a espada do Espírito e começo a lutar.

Eu leio que é melhor arrancar o meu olho e lançá-lo fora do que cobiçar (Mateus 5.29). Eu leio que se eu pensar nas coisas que são puras, amáveis e de boa fama, a paz de Deus estará comigo (Filipenses 4.7-8). Eu leio que o pendor da carne dá para a morte, mas que o pendor do Espírito dá para a vida e paz (Romanos 8.6). E enquanto eu oro para que a minha fé se satisfaça com a vida e a paz de Deus, a espada do Espírito remove a cobertura do veneno da cobiça. Eu passo a ver as coisas como elas realmente são. E pela graça de Deus, seu poder sedutor é anulado.

A Fé que Olha para Frente

É assim que os mortos lutam contra o pecado. Esse é o significado de ser um cristão. Estamos mortos no sentido de que o nosso velho eu incrédulo (a carne) morreu. Em seu lugar está uma nova criação. A fé faz com que seja novo. Não somente uma fé que olha para a morte de Jesus no passado, mas uma fé que olha para as promessas de Jesus no futuro. Não somente a certeza do que ele fez, mas a satisfação pelo que ele vai fazer.

Com toda a eternidade na balança, nós lutamos o combate da fé. Nosso principal inimigo é a mentira que diz que o pecado sempre fará com que o nosso futuro seja mais feliz. Nossa principal arma é a verdade que diz que Deus fará com que o nosso futuro seja mais feliz. E a fé é a vitória que vence essa mentira, pois a fé se satisfaz com Deus.

Então, o desafio que está diante de nós não é simplesmente fazer o que Deus diz porque ele é Deus, mas desejar o que Deus diz porque ele é bom. O desafio não é simplesmente buscar a justiça, mas preferir a justiça. O desafio é levantar de manhã e, em oração, meditar na Escritura até experimentar a alegria e a paz por crer nas “preciosas e mui grandes promessas” de Deus (Romanos 15.13; 2 Pedro 1.4). Com essa alegria diante de nós, os mandamentos de Deus não serão penosos (1 João 5.3) e a recompensa do pecado se mostrará muito passageira e superficial para nos atrair.

Publicado com autorização:

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Por: John Piper. © Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Sin Will Never Make You Happy.
Original: O pecado nunca fará você feliz. © Voltemos ao Evangelho Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Frank Brito. Revisão: Filipe Castelo Branco.

John Piper é doutor em Teologia pela Universidade de Munique e fundador do desiringGod.org e chanceler no Bethlehem College & Seminary. Ele serviu por 33 anos como pastor principal da Bethlehem Baptist Church em Minneapolis, Minnesota. Piper é autor de diversos livros, incluindo Uma Glória Peculiar (Fiel) e Em busca de Deus (Shedd).